Sender Policy Framework (SPF)

Sender Policy Framework, ou SPF, é um protocolo que identifica se os e-mails partiram mesmo do servidor contratado pela pessoa ou empresa que os envia. Portanto, ele é muito importante para que o seu público não receba mensagens inapropriadas em seu nome.

 

É dever de todos os gestores de marketing cuidar de estratégias e ações que tragam os resultados esperados pela empresa. Por isso, todos os canais digitais devem receber os devidos cuidados. Um exemplo é o e-mail marketing, que precisa contar com um Sender Policy Framework (SPF).

 

Sabe quando você recebe um e-mail cujo remetente pertence a um domínio oficial — por exemplo, @nomedaempresa.com —, mas o conteúdo nada tem a ver com a empresa em questão, assemelhando-se mais a um spam? Bem, esse tipo de situação acontece quando o SPF não está ativo.

 

O que é o Sender Policy Framework?

 

Registro SPF, também conhecido como Sender Policy Framework, é uma forma de avaliar o seu domínio de e-mail e identificar quais mensagens são, de fato, enviadas a partir dos servidores da sua empresa — o que costuma ocorrer via SMTP — e não por perfis falsos que se passem por ela.

 

Contudo, apenas o SPF não é suficiente para detectar se o remetente de um e-mail é forjado ou não. Somente combinado com o DMARC ele pode fazer essa detecção, comumente usada com a intenção de identificar ações de phishing e spam.

 

O DMARC é um protocolo de autenticação de e-mail cujo propósito é oferecer aos proprietários de domínios proteção contra o uso não autorizado. Isso faz com que o seu domínio fique imune a ataques e ameaças cibernéticas que envolvam o seu e-mail.

 

Assim, ao ser combinado com o DMARC, o SPF verifica, durante a entrega, se um e-mail que mostra ser de um domínio específico foi enviado por um endereço IP autorizado pelos administradores desse domínio, o que aumenta a segurança daqueles que recebem tais e-mails.

 

Um exemplo de SPF é: NOMEDOSEUDOMINIO.COM.BR. 3600 IN TXT “v=spf1 include:_spf.nomedohost.com.br -all”

 

Os atributos do SPF

 

Existem quatro tipos de atributos do Sender Policy Framework. Confira a seguir.

 

+Pass

Este tipo indica que o IP tem autorização para enviar mensagens a partir do domínio que pode ter a responsabilidade pelo envio.

 

-Fail

Este indica que o IP não está autorizado ao envio de mensagens em nome do domínio, o que faz com que a mensagem seja rejeitada.

 

~SoftFail

Neste atributo, o domínio informa se o IP está autorizado ou não. Porém, ao contrário do que ocorre no fail, a mensagem não é descartada. Ela pode ser submetida a outros testes antes disso.

 

?Neutral

Quando o proprietário do domínio não sabe ou não tem interesse em definir se um endereço IP está autorizado ao envio de mensagens ou não, temos o atributo neutral. Na prática, equivale a como se não houvesse SPF.

 

Por que o Sender Policy Framework é importante?

 

Imagine a seguinte situação: você assina a newsletter de um blog para receber conteúdos por e-mail. Certo dia, uma mensagem chega a sua caixa de entrada e traz um anexo.

 

Você abre e descobre, da pior maneira, que se trata de um vírus. “Como assim este blog em que confio tanto foi capaz de me enviar vírus?!”

 

Qualquer um pensaria isso na hora, não é mesmo? Imagina o mal que isso é capaz de gerar a uma marca. E a melhor defesa contra essa ameaça é um registro SPF e isso é o que o torna tão importante.

 

O primeiro passo que o dono do domínio deve dar é publicar as informações de um registro SPF na zona DNS do domínio.

 

Quando outro servidor de e-mail recebe uma mensagem que afirma vir desse domínio, o servidor de recebimento pode verificar se a mensagem está em conformidade com o registro SPF do domínio.

 

Dessa forma, ele saberá se ela é falsa ou não, o que protegerá o proprietário de ter seu domínio usado por falsificadores mal-intencionados.

 

O segundo passo é habilitar a verificação do SPF em qualquer solução de segurança existente entre o servidor de e-mail e a internet. 

 

Voltemos ao exemplo anterior de quando você recebe um e-mail do seu blog favorito, que, na realidade, se trata de um remetente falso enviando um vírus em anexo. Uma vez que o SPF tenha sido ativado pelo remetente, uma pesquisa é realizada para saber se o endereço de IP permite o envio dessa mensagem.

 

Caso essa permissão não exista, o e-mail será bloqueado imediatamente para que você não o receba. Em alguns casos, o remetente falso pode até mesmo ser incluído em uma lista de bloqueio.

 

Desse modo, contar com a proteção do SPF não apenas elimina a vulnerabilidade do seu servidor como também zela pelo seu branding, visto que as pessoas não receberão e-mails indevidos supostamente assinados por você.

 

E você deve estar se perguntando agora quais são os passos para criar o SPF no seu domínio, certo? É sobre isso que falaremos agora.

 

Como criar regras SPF em seu domínio?

 

Para criar essa regra em seu host, você deve acessar o painel de controle do servidor de hospedagem. Para isso, é preciso ter função de administrador. Caso tenha uma equipe de TI responsável por esse tipo de trabalho, certifique-se disso primeiro.

 

Em seguida, trate de saber se, entre os registros, existe algum do tipo TXT. Se houver, confira se ele começa com este texto:

 

v=spf1

Caso você o encontre, isso significa que você já tem autenticação SPF devidamente configurada. Vejamos agora quais passos devem ser dados neste caso e também o que fazer caso o seu servidor não tenha essa autenticação.

Se você tiver o registro TXT que começa com “v=spf1”, basta editá-lo com o nome do domínio.

 

A princípio, você o verá desta forma: “v=spf1 include:_spf.nomedoservidor.com.br~all”

 

O passo seguinte é incluir o seu domínio desta maneira: “v=spf1 include:_spf.nomedoservidor.com.br include:_spf.domíniodaplataformadeemail.com ~all”

 

Por exemplo, vamos supor que você utilize a HubSpot como plataforma de automação de e-mail. O texto, então, será: “v=spf1 include:_spf.nomedoservidor.com.br include:_spf.hubspot.com ~all”

 

Por fim, basta salvar e a configuração estará concluída.

 

Caso você não tenha encontrado o registro TXT que começa com “v=spf1”, vá até a zona de DNS avançada do host e faça a adição desse tipo de registro. No espaço que corresponde aos dados, insira este texto: “v=spf1 include:_spf.domíniodaplataformadeemail.com ~all”.

 

Em seguida, basta salvar as alterações.

 

Quais cuidados devem ser tomados com o e-mail marketing?

 

Agora que você já sabe o que é SPF, sua importância e como pode ser criado, lembremos alguns cuidados que devem ser considerados ao fazer e-mail marketing.

 

  1. Nunca compre listas de e-mails

Por mais tentador que seja adicionar uma grande quantidade de contatos à sua lista, esse é o pior caminho a ser seguido. Afinal, geralmente não se sabe qual é a origem dessa lista, o que significa que dificilmente seus membros ativos vão se interessar por sua oferta.

 

Além disso, você também será visto como spam, o que contraria o trabalho executado pelo SPF.

 

  1. Aproveite ao máximo o potencial das suas listas

A chegada de cada novo lead deve ser celebrada. Afinal, existe todo um trabalho estratégico para trazê-los até a sua base. E após todo esse esforço, você não vai simplesmente guardá-lo na gaveta e fazer nada com ele, certo?

 

Por isso, tire proveito máximo dos contatos da sua lista. Trate de segmentá-los para saber que tipo de e-mail enviar e o momento certo de fazê-lo, tanto para captar quanto para reter clientes.

 

  1. Determine os tipos de campanhas de e-mail

Cada ação de e-mail tem um objetivo específico. Para manter a sua base engajada com os seus conteúdos, o envio de newsletters é uma boa tática.

 

Por outro lado, para conduzir leads que estão no topo do funil até o fundo, o uso de workflows é uma das maneiras mais efetivas.

 

Além disso, é claro que nem todos os membros da sua lista vão se engajar com os seus conteúdos. Por isso, de tempos em tempos é recomendável fazer uma limpeza e deixar apenas os leads que realmente interagem com você. A lista fica menor, mas ganha qualidade.

 

  1. Estabeleça a frequência de envio

A frequência com que você envia os seus e-mails varia de acordo com o tipo de ação. Por exemplo, newsletters podem, idealmente, ser semanais ou quinzenais.

 

Já o intervalo entre e-mails pertencentes a um workflow pode ser de 2, 3 ou 5 dias, de modo a não cansar o seu público e não desengajá-lo ao fazer esperar muito pelo próximo e-mail.

 

  1. Meça os resultados

Por fim, confira as métricas de resultados do seu e-mail marketing, pois isso ajuda a entender quais ações foram bem-sucedidas e quais devem ser melhoradas em campanhas futuras. Certifique-se de que as taxas de recebimento, abertura e cliques estejam dentro das metas do seu time de marketing.

 

Ao seguir essas dicas, seu e-mail marketing se tornará muito mais efetivo, juntamente com a criação da regra Sender Policy Framework em seu domínio para a segurança dos contatos da sua lista.

 

Aliás, fazê-la crescer é um dos maiores desafios dos gestores de marketing. Se for o seu caso, confira nosso guia para construir uma lista de e-mails e multiplicar os seus assinantes em pouco tempo!

 

Fonte: rockcontent

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